“Brasiguaios” ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) ocuparam a BR 163 entre as cidades de Naviraí e Itaquiraí. O grupo saiu de uma fazenda às margens da MS 487, há um mês. O trecho ocupado liga o Estado de Mato Grosso do Sul a cidade de Icaraíma no Paraná. A desmobilização ocorreu na semana passada após decisão judicial.

Na nova área ocupada existem vários caminhões, carros de passeio e até motos. Os veículos transportavam os barracos e pertences dos acampados.

Para quem trafega pela BR-163, chegando a Itaquiraí, próximo à fronteira com o Paraguai, já é possível observar ao longo da rodovia mais de uma centena de barracos e uma intensa movimentação de sem-terra levantando suas lonas.

Adjalmo Vilas Boas, uma das lideranças do acampamento relata que muitas famílias ainda estão por chegar. A desocupação antecipou o fim do prazo de suspensão para a reintegração de posse, que eles tinham para sair da área conforme determinação judicial. Eles irão aguardar a liberação da terra para as famílias que ocupam o acampamento naquele lugar. Uma escola já esta sendo levantada para atender as crianças acampadas, explica o integrante da coordenação do MST.


Justiça Estadual

Guilherme Henrique Berto, assistente de gabinete do juiz Equilliel Ricardo da Silva, da Comarca de Itaquiraí, diz que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agraria (Incra) solicitou a suspensão do mandado de reintegração de posse numa tentativa de resolver administrativamente a questão da desocupação da Fazenda Mestiço. O prazo, inicialmente marcado para as zero hora do dia 24 de outubro, foi estendido por 30 dias, até às zero hora da última quinta-feira. A prorrogação foi uma iniciativa do Incra para evitar o confronto entre proprietários e sem terra. “Até o momento o Incra não se manifestou a respeito da desocupação da área da Fazenda”, esclarece Guilherme.

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