Os caminhoneiros de Rio Grande e região que trabalham no transporte de contêineres para os terminais portuários, interno e de estrada, iniciaram na tarde de ontem uma paralisação por tempo indeterminado. Muitos ontem à tarde estacionaram seus caminhões na lateral da Via Um e se concentraram no local, em um ato de protesto e procurando conscientizar aqueles que chegassem com cargas. De acordo com o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Rio Grande (Sindicam), Paulo Quaresma, a paralisação foi decidida em assembléia realizada na manhã de segunda-feira.

A categoria reivindica o cumprimento integral da tabela de fretes, com diária; o retorno dos caminhões ao serviço interno do Terminal de Contêineres, que foi cortado em 31 de dezembro do ano passado; 100% do serviço interno para o Sindicato; e o fim do transporte de contêineres por trens. Querem ainda que 20% do serviço de cada transportador seja passado para a Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos (Cootresul). Paulo Quaresma relatou que o acordo feito com as transportadoras em abril de 2003, que inclui a tabela de fretes, não está sendo cumprido.

Observa ainda que a categoria não aceita o transporte de contêineres por via ferroviária, pois o desemprego entre os caminhoneiros é grande e os trens fazem uma concorrência desleal. Conforme ele, os trens transportam contêineres refrigerados de 34 mil quilos cada, enquanto os caminhoneiros não podem andar na estrada com contêiner deste peso.

Conforme o Sincaver, em torno de 600 caminhoneiros estão parados, número que deve aumentar a partir desta terça-feira. Quaresma disse que as reivindicações da categoria já foram encaminhadas às transportadoras e terminais portuários.

No final da tarde de ontem, o superintendente do Porto de Rio Grande, Vidal Áureo Mendonça, que em 2003, ocasião em que os caminhoneiros fizeram outra greve, intermediou as negociações com as transportadoras, esteve na Via Um. Mendonça disse ter ido ouvir as reivindicações dos caminhoneiros a pedido da Associação Gaúcha dos Terminais Retroportuários e Recintos Alfandegados (AGTRRA).

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