A morte do lanterneiro Hermes Gomes de Almeida, 42, ocorrida na sexta-feira passada, dia 06, vítima de acidente dentro da empresa, será levada à Justiça para que a empresa indenize a família por danos morais.

A viúva de Hermes, a dona-de-casa Valdenice Ribeiro Carneiro, vai entrar com uma ação na Justiça para que o único filho da vítima, atualmente com dois anos de idade, receba o salário do pai até que complete 65 anos.

Na tarde de ontem, Valdenice esteve reunida com o advogado para acertar os últimos detalhes da ação. Ela contou à Folha que resolveu recorrer judicialmente para garantir o direito do filho.

“Ainda não fomos procurados pela empresa neste sentido, mas estou me prevenindo para garantir o direito do meu filho, pois a gente dependia dele [Hermes] para tudo”, disse.

Hermes morreu após ter sido atropelado por um ônibus dentro da empresa da qual era funcionário há oito meses. O acidente ocorreu por volta das 11h quando ele estava saindo para o almoço. De acordo com informações da esposa, o ônibus estava em uma rampa e era conduzido por outro funcionário.

Quando Hermes passou pela parte de trás do veiculo, foi empurrado de encontro à parede e teve a cabeça esfacelada. A empresa arcou com todas as despesas da funerária, mas, como o proprietário encontra-se viajando, ainda não foi questionada a indenização.

Segundo o advogado Alexander Ladislau, a indenização é garantida por lei. “Até a próxima segunda-feira, 16, vamos estar com a ação pronta e assegurar o direito da criança que perdeu o pai em acidente de trabalho e tem todo o direito de ser assistido”, disse.

A Folha entrou em contato com o gerente responsável para saber as providências adotadas até o presente momento, mas seu telefone celular estava com problemas e ele também não foi localizado na empresa.

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