Ao contrário do que vinha anunciando o Ministério dos Transportes, a maior parte da operação tapa-buracos será feita por empreiteiras contratadas sem licitação. A soma da quilometragem desses trechos será menor: 7,2 mil quilômetros. Mas o valor total dos contratos será maior: R$ 182 milhões. Os 19,1 mil quilômetros de estradas que serão recuperados por empresas que já têm contrato com o Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) vão consumir R$ 167 milhões. O custo médio do quilômetro nos casos de contratos sem licitação será três vezes maior: R$ 25 mil, contra R$ 8,7 mil nos contratos em vigência.

Nas duas situações, o dinheiro empregado será suficiente apenas para uma intervenção superficial, com durabilidade máxima de um ano. Ou seja, no próximo verão, terá que ser feito tudo de novo. Segundo as normas técnicas do Dnit, numa “recuperação pontual”, o custo do quilômetro fica entre R$ 2,4 mil e R$ 30 mil. É o caso da operação tapa-buracos. O recapeamento ou conservação, com durabilidade de quatro anos, custa entre R$ 50 mil e R$ 120 mil o quilômetro.

Uma intervenção mais profunda, como a recuperação leve ou pesada, custa de R$ 150 mil a R$ 210 mil, mas a durabilidade pode chegar a oito anos. Já a reconstrução ou restauração, em trechos com estrutura comprometida, pode custar até R$ 900 mil o quilômetro. A durabilidade pode chegar a 12 anos.

Média
Em vários contratos feitos sem licitação na operação tapa-buracos, será possível fazer o recapeamento ou a conservação. No contrato para a recuperação da BR-262 em Minas, numa extensão de 41 quilômetros, serão gastos R$ 2,79 milhões — uma média de R$ 68 mil por quilômetro. As obras na BR-193 no Paraná, num trecho de 64,2 quilômetros, vão custar R$ 5,23 milhões — média de R$ 81,4 mil. A recuperação de um trecho de 8,4 quilômetros na BR-040 no Distrito Federal vai custar R$ 860 mil — média de R$ 102 mil por quilômetro.

Considerando a média por estado, nas obras realizadas sem licitação, destacam-se o Ceará, com média de R$ 51,7 mil por quilômetro, e o DF, com média de R$ 61,3 mil. Mas o maior custo fica com o Rio de Janeiro. A restauração de 296,5 quilômetros da BR-101 vai custar R$ 35 milhões — média de R$ 118 mil por quilômetro.

Na restauração da BR-050, trecho entre Catalão (GO) e a divisa de Goiás com Minas, técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) descobriram que o contrato da empresa Delta com o Dnit venceu no dia 17 de dezembro. Mas a assessoria do órgão informou ontem à noite que o contrato foi prorrogado em setembro, o que possibilita a execução dos serviços emergenciais pela construtora.

DEIXE UMA RESPOSTA

Você digitou um endereço de e-mail incorreto!
Por favor, digite seu nome aqui